CLIFOPSI - Clinica de Fonoaudiologia e Psicologia

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Fonoaudiologia: beneficiários de planos de saúde

A partir junho deste ano, os beneficiários de planos de saúde podem contar com 24 consultas com fonoaudiólogo por ano de contrato e conforme diretrizes de utilização. Antes, os planos eram obrigados a cobrir apenas seis atendimentos anuais.
A nova cobertura obrigatória é válida para todos os planos – individuais e coletivos - contratados a partir de 2 de janeiro de 1999, após a entrada em vigor da Lei nº 9.656/98, que regulamenta o setor de planos de saúde.
A lista completa foi publicada em 12 de janeiro de 2010 na Resolução Normativa nº 211, e reúne em um só documento, os procedimentos médicos, os odontológicos e os eventos em saúde (consultas com profissionais de saúde não médicos). As operadoras de planos de saúde tiveram, portanto, cinco meses para se adaptarem às novas regras.
Fonte: Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) - http://www.ans.gov.br/

Acupuntura reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO

Acupuntura reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO
Em decisão proferida no dia 16 de novembro de 2010, durante a V
Sessão realizada em Nairóbi, Quênia, o comitê Intergovernamental
da Unesco, órgão da ONU voltado para educação, ciência e
cultura, incluiu a Acupuntura à lista do Patrimônio Cultural Imaterial
da Humanidade.

Um dos critérios para inscrição de qualquer elemento na lista é a

possibilidade de sua contribuição para enriquecimento da
diversidade cultural em escala mundial e também como testemunho
 da criatividade humana. Segundo a UNESCO, o reconhecimento da
Acupuntura poderá contribuir para a sensibilização da importância
desta medicina tradicional para o mundo inteiro.

No Brasil, a interseção de psicologia e acupuntura vem sendo
trabalhada pela Sociedade Brasileira de Psicologia e Acupuntura
(Sobrapa), que integra o Fórum das Entidades Nacionais da
Psicologia Brasileira (Fenpb).
Fonte: site do Conselho Regional de Psicologia MG

Deficiência ou...

José tinha 13 anos. Filho de pedintes. Tinha 3 irmãos, sendo dois irmãos e uma irmã. Eram muito bravos, brigando sempre pelas, mesmo quando pediam. A mãe também era brava. Do pai nada sabemos.
Tinha uma deficiência física. Havia se machucado em uma brincadeira, há muitos anos. Assim como sua família, estava sempre com a expressão fechada. Difícil vê-los sorrir.
Cursava há anos uma turma chamada Classe Especial. Era uma classe para alunos que tinham dificuldade em acompanhar a turma. Deveriam ser trabalhados mais de perto em suas dificuldades para, posteriormente, retornarem à classe do Ensino Regular. Porém, para que isso acontecesse, precisaria passar por uma  avaliação psicopedagógica. O problema é que não havia profissionais para avalia-lo e, por isso, freqüentava aquela turma há tempos.
Tinha vergonha daquela situação e pensava em desistir. Sua sala era geralmente em corredores, na cozinha, onde houvesse espaço. As atividades eram sempre as mesmas: pintura, desenho, recorte. Uma chatice. Tinha capacidade para realizar outras atividades.
Até que um dia a rede municipal contratou um profissional da área psi. Agora teria sua chance.
Feita a avaliação, percebeu-se que José estava desperdiçado, pois tinha potencial para estudar no Ensino Regular, não deveria estar ali. Naquela idade e com os estímulos adequados, poderia estar na 7ª serie.
José foi encaminhado para a 1ª série, visto que precisava seguir o curso “normal”, saindo da Classe Especial para o inicio no Ensino Regular.
Feito isso, José começou a experimentar uma nova situação. Naquela idade e daquele tamanho (era mais alto que os colegas de 1ª série), seria o momento de enfrentar novos problemas: não poderia freqüentar a escolar diurna, pois sua condição não permitia ficar na classe dos pequenos de 6 e 7 anos.
Não sabemos que caminhos José trilhou e ficamos a pensar: quantos Josés  teríamos nesse pais? Crianças que, por ter uma deficiência física  e pais sem condições para defende-los se submetem a situações tão injustas?! Pela falta de estímulos ambientais aliada à falta de um olhar mais atento, talvez, ou de profissionais capacitados, vivam à mercê, esperando talvez um milagre, ou o desânimo falar mais alto e desistir da escola.

Creuza M Salvaterra




terça-feira, 29 de março de 2011

Situação e problema

No livro Você faz a diferença, de Jonh C Maxwell, ed Thomas Nelson Brasil, o autor diferencia situação de problema. Segundo ele, numa situação não há o que resolver. Por exemplo, um casamento é uma situação. Não há nada a ser resolvido. Ele pode gerar problemas mas o é. Uma gravidez e morte seriam outros exemplos de situação. Tanto a gravidez quanto a morte podem gerar vários problemas mas  eles mesmos não são problema. Está claro?
Em que esse conceito faz diferença para nós? Às vezes, nos sentindo tensos, temos a impressão de estarmos carregados de problemas. Nesse momento, é interessante estar avaliando se aquilo que nos causa preocupação tem solução ou não. Tendo solução, ainda que eu não consiga identificá-la, significa que se trata de um problema. Após essa avaliação, é importante também, refletir se eu sou a pessoa que pode e deve buscar essa solução. Se for, ótimo. Se não for, devo permitir ao outro carregar seu fardo e não carregá-lo por ele.
Muitas vezes, pegamos problemas que são para outros resolverem, colocamos "nas costas" e ficamos buscando a solução. Nem sempre conseguimos, porém permanecemos com aquele peso, muitas vezes "morto", a pesar nos ombros. Precisamos aprender a devolver ao outro o que é de seu responsabilidade. Senão, o outro não "cresce" e vivemos uma vida de cansaço, peso e, na maioria das vezes, reclamação constante.

Creuza M Salvaterra